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ESA decide reformar foguete Ariane

Impacto direto na economia

A ESA (Agência Espacial Europeia) acaba de receber um adicional de €10 bilhões para incrementar suas atividades espaciais.

A reformulação dos objetivos da ESA foi aprovada em uma reunião em Nápoles, Itália, com a participação dos ministros dos 20 Estados membros da ESA e do Canadá.

Os ministros centraram os investimentos em campos com elevado potencial de crescimento ou com um impacto direto e imediato sobre a economia, tais como as telecomunicações e a meteorologia.

Foi aprovado um novo nível de recursos da ESA para o período 2013-17, bem como as propostas para satélites de observação da Terra e aproveitamento dos recursos da Estação Espacial Internacional.

ESA decide reformar foguete Ariane
O Ariane 5 ME e o Ariane 6 deverão ser mais econômicos e atingirem órbitas mais elevadas - foguetes de combustível sólido adicionais vão viabilizar missões além da órbita baixa da Terra. [Imagem: ESA]

Reformulação do Ariane

A medida mais esperada, a reformulação do foguete Ariane 5, também foi aprovada.

Apesar do sucesso do lançador, o Ariane 5 não é viável economicamente, sendo subsidiado pelos estados membros da ESA.

O sucesso do lançador privado Falcon 9, da norte-americana SpaceX, colocou um concorrente de peso nos calcanhares do Ariane, que precisa de uma reformulação para ficar mais ágil e mais econômico.

Como esperado pelos especialistas, o Ariane 5 sofrerá uma reformulação, que será chamada Ariane 5 ME (Mid-Life Evolution), enquanto o Ariane 6 não fica pronto, o que não deverá ocorrer antes de 2020.

A ESA também fornecerá o módulo de serviço do novo veículo da NASA, o Orion Multipurpose Crew Vehicle (MPCV) como uma contribuição para as operações da Estação Espacial para 2017-20.

Esta decisão é estrategicamente importante para a Europa, uma vez que vai permitir uma cooperação entre a ESA e a NASA no campo do sistema de transporte espacial humano futuro.





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