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Presidente do BNDES diz que "economia brasileira está anêmica"

Anemia econômica

O presidente do BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social), Paulo Rabello de Castro, afirmou que será uma surpresa se o total de empréstimos do banco este ano chegar a R$ 65 bilhões, muito abaixo dos R$ 88,3 bilhões de 2016.

"A economia brasileira está anêmica, não há disposição para investimentos no mesmo ritmo que no passado. Esse apetite para o investimento deve ter caído no mínimo 30%", afirmou durante palestra na Associação Comercial de São Paulo (ACSP).

Castro afirmou que isso se deve à fraca disposição do empresariado brasileiro para investir em meio à crise: "Estamos levando de 7 a 1 com a falta de apetite do setor privado."

O executivo abordou também a dificuldade em se retomar algumas obras de infraestrutura em razão das ligações das empreiteiras com os crimes apurados pela operação Lava Jato: "A maior parte das empreiteiras está com problemas de cadastro, o que inviabiliza a liberação de recursos do BNDES aos projetos em que elas estão envolvidas".

Taxa de Longo Prazo

O presidente do BNDES afirmou também que, se a Medida Provisória 777, que cria a Taxa de Longo Prazo (TLP), não for votada, "não é o fim do mundo".

"Ela começa a ter repercussão apenas em 2019, de forma que o país pode ficar um pouco mais tranquilo, porque temos mais problemas emergenciais além deste para resolver. É muito bom se for aprovada, mas também não é o fim do mundo se a gente tiver que trabalhar mais na definição".

A TLP substituirá a Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) nos empréstimos do BNDES a partir de janeiro de 2018. Atualmente, a TJLP é definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) de acordo com a meta de inflação e um prêmio de risco arbitrado discricionariamente.





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