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Astrônomos podem ter encontrado primeira exolua

Possibilidade

Uma equipe de astrônomos pode ter descoberto a primeira exolua - uma lua fora do Sistema Solar.

Os sinais da possível lua foram registrados pelo telescópio espacial Kepler. Agora os astrônomos planejam usar o Hubble, em outubro, para realizar mais observações e confirmar a hipótese.

Se a descoberta for confirmada, a exolua teria o tamanho e a massa de Netuno e poderia orbitar um planeta grande como Júpiter, mas com 10 vezes sua massa. Todas as alegações anteriores de descobertas de luas fora do Sistema Solar foram posteriormente desmentidas por observações posteriores.

O candidato a lua é conhecido como Kepler-1625b I e foi observado em um sistema situado a quatro mil anos-luz da Terra.

Exoplanetas e exoluas

Até hoje, os astrônomos já descobriram mais de 3.000 exoplanetas - planetas que orbitam estrelas diferentes do Sol, mas nenhum satélite natural deles foi confirmado.

A caça às exoluas - que orbitariam esses planetas distantes - prosseguiu em paralelo. Mas, até agora, não foram detectados satélites extrassolares dadas as limitações da tecnologia atual.

"A gente poderia descrever, por enquanto, simplesmente como algo consistente com uma lua, mas, de repente, pode ser outra coisa", afirmou David Kipping, professor assistente de astronomia da Universidade de Columbia em Nova York, que afirma que passou "a maior parte de sua vida adulta" à procura de exoluas.

Trânsito

O telescópio espacial Kepler busca por planetas procurando pequenas oscilações no brilho das estrelas que ocorrem quando um planeta passa em frente a ela - evento conhecido como "trânsito". Para encontrar as exoluas, os pesquisadores observam a redução da luminosidade das estrelas antes e depois deste fenômeno.

O sinal promissor foi registrado durante três trânsitos - menos do que os astrônomos gostariam para anunciar com segurança uma descoberta.

A pesquisa atribuiu um nível de confiança "quatro sigmas" ao sinal registrado. O nível de confiança descreve o quão improvável é que um resultado experimental seja simplesmente um acaso. Se você pensar no jogo de cara ou coroa, seria o equivalente a tirar 15 caras seguidas.

Mas, segundo Kipping, essa não seria a melhor maneira de avaliar a potencial descoberta: "Estamos entusiasmados... estatisticamente, formalmente, é uma probabilidade muito alta. Mas nós confiamos realmente nas estatísticas? Isso é algo não quantificável. Até que a gente obtenha as observações do Hubble, seria 50% de chance, na minha opinião."

Bibliografia:

HEK VI: On the Dearth of Galilean Analogs in Kepler and the Exomoon Candidate Kepler-1625b I
Alex Teachey, David M. Kipping, Allan R. Schmitt
arXiv
https://arxiv.org/abs/1707.08563




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